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16/12/2007



Já se passaram mais de 3 meses desde que o filme hype do ano foi lançado oficialmente em Jundiaí e seus resquícios ainda ecoam.

E não é só o protagonista, Capitão Nascimento, e suas falas que renderam frutos em comerciais publicitários. Como o Silvio César mostrou, até o ator Caio Junqueira, que atuou em Tropa de Elite, teve lucro pós-filme.

No centro do Rio de Janeiro, o "Neto" resolveu mostrar para o MyMovies que não é moleque, é caveira.

Por Rafael Amaral às 23:41
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26/11/2007



Já ouvi muito professor universitário clamando que não existe uma receita pronta na publicidade. Mas receitas prontas para propaganda existem sim, ao contrário do que muita gente diz por aí.

O que não existe é receita para propaganda de sucesso, criativa, que vira papo de cobrador de ônibus. No máximo existem alguns temperos básicos para não deixar a campanha sem sal. Do resto é talento.

Criar pratos deliciosos não é tarefa fácil. Principalmente no Natal. Mas montar um prato saboroso para a ceia não é exageradamente difícil assim.

Dá para pegar o feijão-com-arroz de Papai noel e acrescentar uma bela mistura. Uma colherinha de crianças fofinhas e uma pitadinha de hype dão uma ótima opção para o próximo dia 25.

Por Rafael Amaral às 23:07
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25/11/2007



Campanhas de Natal são marcadas por anúncios de ofertas especiais, incríveis formas de pagamento, descontos e promoções diversas.

Em praticamente todos os setores encontra-se alguma proposta tentadora para gastar aquele dinheirinho que foi guardado especialmente para a data. E as propagandas aproveitam para reforçar essa oportunidade, como se fosse algo inédito.

Às vezes surge alguma coisa diferente, como o anúncio do grande varejista americano JCPenney:


Como disse o Marcus, é assistir com o coração, abrir o bolso e fazer boas compras.

Com certeza a JCPenney também fará ofertas especiais para o fim de ano. A diferença está em perceber que uma empresa mais humana ganha mais atenção que uma que fica no velho feijão-com-arroz do Papai Noel.

Por Rafael Amaral às 16:36
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22/11/2007



Como moda é caracterizada como a tendência de consumo da atualidade, falar sobre Responsabilidade Social na publicidade, é moda.

Quem percebe a tendência, sai na frente e lança um discurso alinhadíssimo, como é o caso daquele comercial bacana do Banco Real.

Aproveitando a onda, o Bradesco contratou o Capitão Nascimento, também conhecido como Wagner Moura, para narrar o anúncio que divulga a criação do Banco do Planeta.



A mensagem é legal, a música dos Rolling Stones do The Verve também, as imagens da BBC são inéditas no país, mas o Capitão Nascimento é o Capitão Nascimento em qualquer lugar.

Com a senhorinha da banca de jornal até a menininha do semáforo cantando aquele rap que virou febre, fica difícil não associar Wagner Moura a Tropa de Elite.

Na concorrência dos grandes bancos e na onda de Responsabilidade Social, "ou você se corrompe, ou você se omite, ou você vai para guerra."

O Bradesco foi à guerra.

Por Rafael Amaral às 23:15
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11/11/2007



O ARG da cerveja Guinness que o Merigo anunciou foi desvendado e o resultado é um filme ambientado em um vilarejo argentino fictício que mostra um efeito dominó bastante interessante.

Deixo as palavras sobre a mecânica da ação para a ótima análise da Taísa e arrisco uma opinião sobre o filme fora do contexto do ARG.


O efeito dominó é muito bacana e a expectativa em torno de qual será a última peça é muito grande. Arranca da memória aquele anúncio da Honda, citado pelo Matheus, e encanta pela ausência de efeitos especiais na produção da reação em cadeia.

Ler no Guardian que é o filme mais caro já produzido na história da Guinness resgata outra referência: o anúncio da cerveja Carlton Draught.

Certamente o anúncio não alcançaria o sucesso atual se não fosse o ótimo trabalho do planejamento mas a criatividade para anunciar tal tipo de bebida já é motivo suficiente a se brindar.

Por Rafael Amaral às 16:39
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07/11/2007



Boas campanhas atraem os olhos do consumidor. Excelentes campanhas atraem os olhos, a boca, o nariz, o tato e o olfato.

Essa salada de sentidos é alvo de marcas interessadas em adicionar personalidade e criar um relacionamento entre o produto oferecido e o cliente.

Provando que esta experiência multi-sensorial funciona mesmo longe do consumidor, vi no blog dos estudantes da Universidad Andres Bello o anúncio que a rede de pizzarias Domino's veiculou no começo deste ano.


A Domino's mais perto daqui fica a 130km. Ainda não provei a tal pizza, mas o cheiro está bom.

Por Rafael Amaral às 00:40
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30/10/2007



Só pelo título do post já dá pra imaginar que vem coisa bacana. A WWF, que em junho fez uma manifestação bastante interessante no gramado do Congresso Nacional, veiculou recentemente um anúncio que alerta para o efeito dominó.

Vale a pena conferir o making of no blog do Hiro e descobrir que não é à toa que a canção não sai fácil da cabeça.

Por Rafael Amaral às 22:41
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18/10/2007



O tamanho do pênis é um assunto de grande interesse para muitas pessoas. Enquanto algumas fazem do tamanho uma afirmação de masculinidade, outras se preocupam com a satisfação de suas parceiras sexuais.

Pensando nesse dilema masculino, o órgão de trânsito da Austrália fez a seguinte campanha:



Associando o excesso de velocidade ao tamanho do pênis do condutor, assim como fez Olivetto para o Bamerindus em 1975, o órgão de trânsito (ê trocadilho) pretendia diminuir os índices de acidentes nas vias públicas.

E deu certo. Uma pesquisa provou que 60% dos homens entrevistados disseram que o repensaram suas atitudes no trânsito após o comercial.

Sinal que as inseguranças masculinas e todas as crenças errôneas que elas originaram ainda não foram superadas. A indústria voltada ao aumento do pênis pode continuar enchendo as caixas de e-mail com spam do tipo "Enlarge your penis" porquê se na Austrália já deu certo, a pinta de machão do brasileiro não deve ficar atrás.

Por Rafael Amaral às 13:24
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15/10/2007



Propagandas de cerveja mostram, em sua maioria, mulheres seminuas ou situações engraçadas como a clássica campanha da Budweiser que eu citei no post anterior.

Fugindo deste modelinho pré-fabricado, a cerveja australiana Pure Blonde, que se vale do posto de primeira cerveja do país a conter baixos índices de carboidratos, lançou o “Brewtopia”.


O Merigo citou os comentários do Digg que apontam o video como arianista mas acredito que a principal "bola fora" do comercial está no personagem do caminhoneiro, consumidor da cerveja.

A não ser que o público da cerveja tenha tais características, é bem provável que pouquíssimas pessoas se identifiquem com as atitudes do caminhoneiro e com a própria cerveja.

E mesmo não achando que o filme pregue uma doutrina pró-Hitler, como foi dito nos comentários do Digg, acho melhor deixar os termos de pureza para as vodkas, que tanto precisam.

Por Rafael Amaral às 10:00
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03/10/2007



Depois de ver que os bancos estão usando o mesmo chavão "vem pra cá", a Patricia Toscano mostrou que o Banco Real reinventou e conseguiu um bom motivo para ser o escolhido.


Segundo a Helena, o filme estreou em um intervalo do Fantástico no último dia 16 e mostra que "ser transparente é a melhor forma de satisfazer clientes, o mercado e a comunidade".

E mesmo sendo o terceiro maior banco a investir em publicidade, atrás do Itaú e do Bradesco, o Real consegue ganhar mais alguns pontinhos com toda a parcela da população que se identifica com responsabilidade social e iniciativas empresarias em prol de um mundo melhor.

Por Rafael Amaral às 11:58
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27/09/2007



Slogan chicletão é uma coisa incrível. Por mais que você lute, é praticamente impossível parar de cantar. Não importa se você está em casa, no trabalho, na balada ou no banheiro. Aquele slogan grudento sempre vem à cabeça.

O que não sai da minha boca nos últimos dias é um já velhinho. Que na verdade não é slogan, e sim uma vinheta (corrijam-me se estiver errado) da Brastemp. O famoso "Pu-rurum-pa" dos comerciais.

É falar uma vez e pronto. Passo o resto do dia a cantar "Pu-rurum-pa" nas mais estranhas situações.

E sobre slogans chicletões, não podia deixar de comentar a nova campanha do Banco Itaú. No maior estilo "Vem pra Caixa você também" o banco que antes reforçava que era "Feito para você" resolveu agora martelar nas nossas cabeças o refrão "Vem! Vem! Abre uma conta no Itaú!". E olha que tem mais gente que não pára de cantar.
Se a Caixa fala "Vem pra Caixa você também", o Itaú "Vem! Vem! Abre uma conta no Itaú!", o Banco Real "Vem com a gente", e o Sílvio Santos "Vem pra cá, vem pra cá", pra onde vamos?

Por Rafael Amaral às 01:38
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22/09/2007



Hoje é Dia Mundial sem Carro e o comercial da Volkswagen que o Matheus comentou já fez sua parcela de colaboração. A não ser que isso seja um fetiche (é tem gente que gosta), dificilmente este comercial vai te dar vontade de correr pra uma concessionária e comprar um VW.


Definitivamente, assassinaram o bom gosto. E não foi de forma rápida, sequestraram, torturaram, esfolaram e deixaram-no a esperar a morte.

Não sei se é por conta do nojo, mas ainda não consegui encontrar a mensagem que o comercial tenta passar. Será que é algo do tipo "Por nós, você come até merda", ou melhor "Com Volkswagen, tudo fica bom. Até merda".

O impressionante é que a mesma agência já fez ótimos trabalhos para a Volkswagen.

Se a marca diz, em terras tupiniquins, que é perfeita para a sua vida, é bom pensar seriamente o que você anda fazendo da vida antes de comprar um VW.

Por Rafael Amaral às 02:33
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20/09/2007



Já falei sobre admiração que tenho pela People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) em um outro post e hoje venho opinar sobre a sua mais nova campanha, que novamente criou polêmica entre os que aprovam e os que desaprovam a abordagem que a PETA emprega em suas peças.

Dessa vez, quem protagoniza a campanha é a estrela de Hollywood Alicia Silverstone. A moça que interpretou Heather Jasper Howe no filme Scooby-Doo 2 Monsters Unleashed, aparece sem roupa alguma dizendo: Eu sou Alicia Silverstone e sou vegetariana.

Até concordo com o comentário da Cíntia del Rio (será que é parente deste Del Rio?) quanto a exploração dos nus femininos nas propagandas. Hoje em dia associam qualquer produto com mulher pelada. E olha que eu até já palpitei que um dia isso vai acabar.

Mas há de se considerar a filosofia da ONG de que "Os animais não devem ser comidos, suas peles não devem ser vestidas, não devem ser submetidos a experiências ou servir de entretenimento". O nu, muitas vezes utilizado nas campanhas da ONG, é totalmente pertinente à mensagem. O que se exalta não é o erotismo e sim a metáfora com a pele dos animais.

Ao contrário do pessoal do Bicho de Goiaba, considero a campanha muito válida. Uma atriz de imagem pública forte, com valores em comum com a ONG (Alicia Silverstone é vegetariana há 11 anos), ajuda muito na conscientização que a PETA busca causar.

Quem quiser, pode ainda conferir um recadinho da Alicia no minisite da PETA.

Por Rafael Amaral às 14:24
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Anúncio para preservativo é fácil achar. Vá a alguma faculdade que tenha o curso de publicidade e há grandes chances de você encontrar uma idéia para um anúncio de camisinhas no portifólio de algum estudante. Geralmente um trocadilho. Alguns muito bons por sinal.

Ah, então fazer anúncio para camisinha é fácil? Talvez sim. Agora fazer anúncio bom para preservativos exige tanto trabalho quanto qualquer outro produto. Talvez até mais por ter que fugir dos trocadilhos e dos milhares de idéias já concebidas para este segmento.

Daí que fuçando o CCSP eu encontro este comercial da Olla que, diga-se de passagem, vem desenvolvendo um ótimo trabalho.


Uma idéia bacana, mas que sugere o produto que está sendo vendido logo na cena inicial. Ao contrário deste comercial da Durex, que desenrola um suspense do começo ao fim, finalizando com um texto que te faz entender toda a peça.

Por Rafael Amaral às 01:50
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19/09/2007



No próximo dia 22, abandone seu carro. essa é a proposta do Dia Mundial Sem Carro, uma mobilização que visa despertar a população para a importância do combate à poluição do ar, à emissão de gases e ao efeito estufa.

Para divulgar o dia, a Lew'Lara criou um comercial com "o cara do carro amarelo". E se você não é paulistano, provavelmente está se perguntando: Que cara é esse?


Eu também não conhecia a figura, mas o fato é que ele é um personagem que já virou lenda na capital paulista. Ele sai com seu Farus amarelo, coloca um de seus ternos criados por sua esposa, e vai para algum cruzamento movimentado da cidade para apreciar o movimento.

Usar personagens conhecidíssimos na cena urbana na comunicação é uma alternativa genial. Muita gente conhece, muita gente simpatiza.

Por aqui, temos o Arruia. Mas acho que não daria certo como deu o cara do carro amarelo...

Por Rafael Amaral às 17:31
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17/09/2007



Sexo é bom. Perfume também. Deve ser assim que se justificam muitas campanhas para perfumes mundo afora. É fácil resgatar na memória qualquer campanha de perfume que sugira alguma situação sensual ou de flerte romântico, principalmente as das grandes marcas.

Um toque sexy aqui ou ali é até bacana. Algumas marcas criaram certa atmosfera ao redor de seus produtos que permite a utilização do erotismo sem exploração. O que não anda acontecendo ultimamente.

O rapper Puff Daddy teve um comercial recusado pela MTV americana para o perfume feminino Unforgivable por conter imagens sensuais demais. Recusando-se a editar o filme, liberou na sua página do Youtube.


Imagens sensuais demais? Se isso é demais, o que dizer destas peças para o perfume "Tom Ford for Men" que o Marcus Negrão postou?


As campanhas para perfumes famosos estão ficando cada vez mais apelativas que a idéia do perfume Vulva (isso mesmo, você não leu errado) já não me parece tão absurda.

Por Rafael Amaral às 11:44
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12/09/2007




No intervalo do Programa do Jô de ontem, resolvi dar uma zapeada para me distrair.

Entre um anúncio do polishop e outro, me deparei com um comercial que me fez pensar: Como diabos essa propaganda ainda está no ar?

Vou dar uma dica, tem algo a ver com o Pedrinho:


Desde o início da campanha, só ouvi comentários negativos sobre a necessidade inexplicável do menino usar o banheiro do tal Pedrinho. Isso sem contar o "momento Kodak" e o abraço do menino na mãe logo após usar o vaso do amigo.

Mas a propaganda ainda estar no ar não foi o motivo maior do meu espanto. Afinal, devem ter investido tanto na veiculação que talvez não fosse vantajoso retirar o filme depois que a cagada estava feita. E olha que de cocô eles entendem.

O espanto foi devido ao comercial do Bom Ar que veio logo em seguida e que, ao contrário dos meus anseios, não aproveitou a deixa da "Casa do Pedrinho" para satirizar a concorrência e alavancar com humor as vendas do odorizador:

Não é porque o produto é um odorizador/purificador que a comunicação tem que cheirar mal.

Por Rafael Amaral às 09:18
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11/09/2007



Estava garimpando as colunas da Casa do Galo e me deparei com este artigo do Marcos Cangiano em que ele diz que o tradicional filme de 30 segundos é chato por natureza e cabe a nós, publicitários, torná-lo interessante.

Disso não tenho dúvida. Recordo a época em que eu ainda não tinha esta paixão pela propaganda (muito menos o controle remoto em mãos) e achava os anúncios da televisão extremamente chatos. Com exceção das vezes em que conseguiam arrancar um sorrisinho meu, costumava ficar angustiado enquanto meu programa favorito não voltava e eu era obrigado a assistir a aqueles diálogos entre as mulheres sobre qual lava roupas lavava mais branco e entre os homens sobre qual carro tinha o melhor motor.

Mas isso não vem ao caso. O que o artigo do Marcos me fez pensar é há quanto tempo não se assiste um intervalo comercial do começo ao fim. Se você está por dentro da indústria da comunicação, já está cansado de ouvir e ler sobre a saturação dos intervalos publicitários.

Se assistimos uma vez e achamos chato, na próxima já trocamos de canal. É simples, rápido e indolor. Mas e quando não entendemos bulhufas do que se quer dizer no anúncio, a coisa fica um pouco mais complicada.

Se ponha no lugar da Dona Maria. Dona de casa, mãe de 23 filhos e que tem como única distração assistir a novela das oito.

Daí que entre uma intriga e uns amassos entre o galã e a top model vem o intervalo comercial. Não demora muito e aquele shampoo famoso mostra em apenas 30 segundos que lançou uma nova linha com trio colágeno, elastina e vitamina A que servem para nutrir o bulbo capilar.

Logo em seguida, aquele iogurte tenta seduzi-la dizendo que só ele tem o probiótico bacilo DanRegularis que consegue sobreviver à passagem pelo trato gastrointestinal.

Fechando a rodada, entra aquele leite fermentado famosíssimo que sempre se gabou por conter Lactobacillus casei Shirota:



Pior que achar chato é não entender o porquê é chato.

Por Rafael Amaral às 13:30
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10/09/2007



A criação de personagens para garoto-propaganda é um recurso simples e barato, mas que tem grandes chances de dar certo.

Basta lembrar da menininha do iogurte Vigor, da década de 70, ou do Coronel Boris Tuchencko, que apesar dos comerciais sem sal, fez grande sucesso com seu Skavurzka recentemente.

Alguns personagens conseguem criar uma empatia tão grande com o público que tornam-se ícones da marca e ficam na memória do consumidor por anos. O casal Unibanco, por exemplo, foi criado em 1992 por Washington Olivetto e Gabriel Zellmeister e prolongou-se até 2005, quando o Unibanco entregou sua conta para a F/Nazca S&S.

Ao contrário do que o amigo Caio Costa disse, não acho que "requentar" alguns personagens marcantes seja sinal de falta de capacidade em inovar. Se o personagem conquistou a simpatia do povo na época, e sua atmosfera é atemporal, não vejo problema algum em modernizá-lo e adequá-lo a uma nova campanha. A Parmalat reutilizou os mamíferos recentemente e, mesmo não tendo o impacto causado pelos bebês da época, a campanha mostra a capacidade de se enxergar novos caminhos para campanhas anteriores que atingiram o sucesso.

Outros dois ícones que voltaram fàs telinhas foram Carlos Moreno, da Bombril, e o Baixinho da Kaiser. Uma mostra de que a força de um personagem pode muito bem ser reaproveitada e atualizada.

Por Rafael Amaral às 09:52
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03/09/2007



Depois de anunciada a volta dos mamíferos da Parmalat, a Luciana, do Marketrix, deu a dica do filme que já está disponível no Youtube para quem não conseguiu assistir na televisão.


A própria Luciana ressaltou que
"o primeiro (comercial) foi um grande marco e o segundo tem de tudo para ser uma continuação muito bem sucedida. Resta saber se a Parmalat conseguirá “limpar” seu nome com tanta fofura"

Como eu já disse, é inegável que a estratégia usada na primeira campanha foi sensacional e a continuação adotada foi uma sacada genial para divulgar o crescimento da linha de produtos.

Só não acredito que "limpar o nome" da Parmalat seja um problema. Afinal, todo o escândalo em que a marca esteve envolvida não reflete a qualidade dos seus produtos.

Quem tomava leite Parmalat antes e gostava, não deixou de tomar por conta do caso Parmalat. A exemplo do elefante, que mesmo após 15 anos, ainda é fã de Parmalat.

Por Rafael Amaral às 11:46
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