- É chupada!
- Não, não. É só referência.
- Pô! É plágio descarado!
- Deixa disso, é só fonte de inspiração.
Discussões sobre o que é cópia e o que é referência no mundo publicitário sempre existiram e sempre vão existir. Com a apropriação da cultura e das artes, o limite entre o que é plágio e o que é referência varia de indivíduo para indivíduo.
O Carlos Merigo, do
Brainstorm#9, levantou novamente a questão do
excesso de referência fazendo uma ligação entre o novo comercial do café três corações e o clipe da banda Blur.

Visto que obras derivadas são fruto de admiração e reconhecimento da obra primária, não acredito que sejam resultado da falta de criatividade. O que me parece é que tem muito mais
ego em jogo do que preocupação com o material em si.
Mas como essa discussão parece não ter fim, e em cada situação provavelmente aparecerão argumentos sólidos em ambos os lados, que tal observar o lado bom das referências?

Ao se valer de imagens, obras de arte, filmes ou videoclipes, a publicidade consegue uma rápida identificação devido a relevância da referência e ao mesmo tempo uma associação da marca com a imagem. Principalmente nos casos em que o vínculo é tão forte que, ao ver a obra original, rapidamente lembra-se da peça publicitária.
A capa do disco Abbey Road, dos Beatles, é um ótimo exemplo. Vale a pena conferir
esta coletânea de peças, sugerida pelo
Javier Medina, o qual foi referência para esse post. Ou seria cópia?