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16/11/2007



A definição que a Wikipedia traz para Publicidade é:
"A Publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de idéias associadas a empresas, produtos ou serviços"

As mensagens e formas que tais idéias utilizarão para serem difundidas variam desde a descrição direta de produtos nos anúncios de varejo, até mensagens emocionais e que brincam com o imaginário humano, como o ganhador de Cannes The Wind.

No caminho da formulação dessas idéias, encontra-se a grande distância entre o que a publicidade anuncia e o que ela realmente está a vender. Como a Dove retratou naquele anúncio de estrondoso sucesso e discutimos aqui sobre os lanches das grandes redes de fast-food.

A comparação que o Bruno Ribeiro fez em seu blog nos faz pensar até onde essa fantasia pode ou deve ir.

Por Rafael Amaral às 18:45
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23/10/2007



A dificuldade em encontrar emprego, estágio ou qualquer tipo de oportunidade em agência, aqui no interior, ainda é evidentemente grande.

Seja pela falta de capacitação dos profissionais, seja pela quantidade enxuta de agências (quando comparada à capitais), seja pelos milhares de formados que as faculdades despejam anualmente no mercado.

Resta ao estudante buscar motivações para conseguir tal oportunidade.

Hoje, vi um anúncio de oportunidade de emprego para a vaga de diretor de arte no CCSP bastante interessante. Cargo tal, distante dos olhos da maioria dos recém-formados. Vejam o que a vaga requer e oferece:
"Buscamos profissional apaixonado pelo que faz, com vontade de trabalhar muito. Experiência mínima de 4 anos, em agência de publicidade conhecida. É inegociável a apresentação de portfólio, link, blog, etc. Tempo de estágio conta.

Serão muito bem-vindos aqueles com experiência no mercado imobiliário, mas, não estamos fazendo desta preferência um motivo para não conhecer talentos sem esta experiência.

Buscamos pessoas com atitude positiva.

Oferecemos:

Excelente local para se trabalhar,

Salário entre 5 e 7 mil reais (vai depender da experiência), via CLT

Assistência Médica subsidiada

Café da manhã na empresa

1 massagem semanal

Vale Refeição = 16,00/dia
À primeira vista, parece-me uma tremenda oportunidade. Mas não para qualquer um.

Afinal, paixão pelo que se faz e vontade de trabalhar muito são características comuns a bons publicitários. O que separa os bons do escolhido e que mata uma gigantesca parcela de talentos (os quais eles dizem estar interessados) é o "simples" requisito:
...Experiência mínima de 4 anos, em agência de publicidade conhecida...
Para os que se encorajaram com tal oportunidade. Meus mais sinceros anseios de sucesso. Para os que deixaram-se abalar com a notícia, vale a pena conferir o excelente artigo do Mauro Sérgio.

Por Rafael Amaral às 23:34
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19/10/2007



A última grande moda corporativa é ter Responsabilidade Social. Quer dizer, a moda é ter pelo menos um discurso de responsabilidade social para ganhar uma pinta de "bonzinho". Colocar na prática são outros 500.

Assim como o Carbono Neutro. Cola-se lá um selo mostrando que a empresa neutralizou as emissões de gás carbônico e está tudo bem. Desse jeito o povo esquece daquele rio que ela polui e da exploração da mão-de-obra.

Vez por outra aparecem iniciativas dignas que apresentam comprometimento e preocupação com seus semelhantes. Assim como o Free Rice que eu vi no blog da Taisa.

Nele, você aumenta seu vocabulário inglês e transforma seus acertos em doações de arroz para o World Food Program das Nações Unidas.

Entre os patrocinadores estão a Apple, Time Life, Toshiba e a rede de hotéis Radisson.

Ganham os patrocinadores com a divulgação de suas marcas no site, ganha a parcela da população mundial que passa fome e ganha a população americana, que ja não tem grande fama pela inteligência.

Por Rafael Amaral às 15:03
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11/10/2007



"Se a embalagem não me atrai, não compro o produto". Há tempos essa frase era pop. Tanto para se referir a um produto, como para uma visão fútil de relacionamentos.

Mas quer saber? Essa frase é uma grande mentira. Já ouvi tudo quanto é tipo de pessoa pronunciando com orgulho de "comprador exigente" que se a aparência da embalagem não cai bem aos olhos, o produto fica na prateleira. Logo depois, lá vai ela comprar seus pacotinhos de Maizena e fermento em pó Royal.

A embalagem estimula, encanta, sugestiona. Se o produto não é tão bom quanto o da concorrência, pode ao menos superá-lo na embalagem. A curto prazo, é óbvio que receberá alguma atenção dos tão preciosos consumidores.

Dando uma espiada em embalagens, ví uma tal de MetroMint no Trendhunter que me arrancou elogios. E olha que eu nem provei a tal água com sabor de menta.

Particularmente, não gosto de águas saborizadas. Entre a sensação de refrigerante esquecido aberto na geladeira e boca grudenta após alguns goles, fico com o solvente universal. Sem sabor, inodoro e mais barato.

O fato é que a embalagem da MetroMint, assim como seu rótulo, deixa qualquer H2OH!, Aquarius Fresh ou H2X no chinelo. Os pontos coloridos em contraste elegante com o fundo prateado lembram até as lindas composições de Absolut.

Assim, dá vontade de reformular a frase para "Se a embalagem me atrai. Compro o produto. Mesmo que seja para nunca usá-lo".

Por Rafael Amaral às 09:11
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02/10/2007



Há alguns dias fiz um post sobre o plágio e as referências no mundo publicitário que me rendeu uma bela revisão de opiniões.

Nos comentários, o Alberto Pereira, jornalista, disse:
"Na comunicação em geral, não vejo nenhum problema, desde que se agregue algo novo ao objeto referendado. Senão vira cópia mesmo"
Jonathan Benarrós, publicitário, argumentou:
"O plágio acontece quando quem cria acha que ninguém vai ficar sabendo. Referências são bem vindas. Chupadas não!"
E a Danusia, jornalista, afirmou que:
"Referência é pra acadêmico. Publicidade copia na cara dura mesmo!"
Daí que recebi um e-mail do Diego Jock relatando que o jornaleco Jornal do Brasil publicou um artigo do Fausto Wolff em sua coluna, no Caderno B, que é chupado de um texto que o Marconi Leal publicou em seu blog.

Para tirar a dúvida, compare:

Marconi Leal, 16 de abril.

Fausto Wolff, 30 de setembro.

Acho besteira toda aquela rixa entre jornalistas e publicitários mas acredito que cabe aqui uma reflexão sobre tal episódio. Se nem Creative Commons é respeitado hoje em dia, quem está a salvo do plágio?

Por Rafael Amaral às 23:19
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26/09/2007




- É chupada!
- Não, não. É só referência.
- Pô! É plágio descarado!
- Deixa disso, é só fonte de inspiração.

Discussões sobre o que é cópia e o que é referência no mundo publicitário sempre existiram e sempre vão existir. Com a apropriação da cultura e das artes, o limite entre o que é plágio e o que é referência varia de indivíduo para indivíduo.

O Carlos Merigo, do Brainstorm#9, levantou novamente a questão do excesso de referência fazendo uma ligação entre o novo comercial do café três corações e o clipe da banda Blur.

Visto que obras derivadas são fruto de admiração e reconhecimento da obra primária, não acredito que sejam resultado da falta de criatividade. O que me parece é que tem muito mais ego em jogo do que preocupação com o material em si.

Mas como essa discussão parece não ter fim, e em cada situação provavelmente aparecerão argumentos sólidos em ambos os lados, que tal observar o lado bom das referências?

Ao se valer de imagens, obras de arte, filmes ou videoclipes, a publicidade consegue uma rápida identificação devido a relevância da referência e ao mesmo tempo uma associação da marca com a imagem. Principalmente nos casos em que o vínculo é tão forte que, ao ver a obra original, rapidamente lembra-se da peça publicitária.

A capa do disco Abbey Road, dos Beatles, é um ótimo exemplo. Vale a pena conferir esta coletânea de peças, sugerida pelo Javier Medina, o qual foi referência para esse post. Ou seria cópia?

Por Rafael Amaral às 08:58
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24/09/2007




Você já foi a alguma lanchonete nova, ou a uma rede de fast food famosa, e se decepcionou com o pedido? Não por causa do sabor, mas pelo fato do lanche que você viu no cardápio ter uma aparência totalmente diferente do que o que te serviram?

É, dificilmente você vai encontrar um lanche igual aos apresentados nos anúncios. Isso porque, como explica o site Don't Buy It, os alimentos fotografados são incomíveis. Toda uma série de artimanhas, que vai desde alfinetes até carnes com o interior cru, é aplicada para dar aquele ar de frescor irresistível.

O blog Entropia lembrou um site que mostra a realidade entre o que você compra, e o que você come. A diferença é gritante e deve deixar muita gente indignada na hora de comprar seu "Mc", "Burger" ou "Sub" alguma coisa.

Ainda no blog Entropia, o João Carlos questionou se a solução seria apresentar os verdadeiros lanches nas peças publicitárias. Eu fiz uma rápida adaptação e definititvamente fico com os lanches "forjados" dos anúncios atuais.

É melhor comprar a satisfação que a imagem do lanche traz que encarar a realidade nos anúncios.

Por Rafael Amaral às 00:14
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20/08/2007



Todo mundo se lembra da onda Bloqueio Não. Aquela sacanagem estratégica da Oi que gerou bons resultados de fidelização.

Considerando a repulsa do povo às campanhas enganosas e a imagem que a Oi adquiriu, resumida muito bem pelo Manoel Netto em "a Oi é uma empresa capitalista e só visa o lucro. Ela não está nem aí para você", o resultado esperado seria no mínimo uma queda nas vendas.

Daí que na última sexta-feira, o CCSP repercutiu a seguinte notícia da Folha Online:

A Vivo manteve a liderança no mercado de celulares em julho, registrando 28,11% de participação.

Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mostram que a fatia da Vivo ficou pouco abaixo da registrada em junho (28,35%). A TIM é a segunda colocada com 25,78%, seguida por Claro, com 24,67% e Oi, 13,08%

No mês de junho, a Oi tinha 12,78% de participação no mercado, o que mostra um sutil aumento de 0,3% após a campanha Bloqueio Não.

Sábado fui a um jantar em São Paulo, na Rua Augusta, conhecida pela facilidade em se encontrar gente fazendo sacanagem por dinheiro. Triste ver que na publicidade também tem gente disposta a utilizar tal abordagem.

Por Rafael Amaral às 13:14
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15/08/2007



Ontem a coluna Persona, do Estadão, divulgou o resultado da pesquisa que a agência WoodySM2 fez para saber se o paulistano aprova o resultado da Lei Cidade Limpa.

63% pensam que a cidade melhorou e 37% acham que não.


Muito já foi falado sobre a polêmica e existia até um boato de que com a regulamentação, as placas e anúncios iriam voltar, moderadamente.


Com o cinza Kassabiano agradando, eu duvido. Talvez a população não goste mesmo de propaganda. Talvez o paulistano tenha um lado interiorano que simpatiza e preza pelo "clima de cidade do interior". Ou até pode ser que o paulistano carregue um saudosismo aos prédios antigos que agora possuem maior visibilidade, mesmo que abandonados em situação precária.

É melhor acordar. A pesquisa aponta para o fim da publicidade convencional que o consumidor novo, moderno e interativo não aceita mais.

Por Rafael Amaral às 11:43
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10/08/2007



No Estadão do último domingo (sim, aquele jornal que fez campanha contra os blogs), saiu uma matéria sobre o evento que a TAM patrocinou em São Carlos:

"Ao mesmo tempo em que negociava os valores da indenização com parentes das vítimas do acidente com o Airbus A320, o mais grave acidente aéreo do País, ocorrido no dia 17 de julho no Aeroporto de Congonhas, a TAM patrocinava no último sábado, 4, uma festa para donos de automóveis de luxo em São Carlos, a 235 quilômetros de São Paulo.

O evento Fly&Drive Experience, regado a champanhe e vinhos importados, reuniu cerca de 200 convidados no Centro Tecnológico de Manutenção Preventiva da empresa."

Uma leitora do Blue Bus classificou a iniciativa como "Marketing Sem Noção do Ano". Ser "sem noção" é agir por impulso e não pensar nas consequências. Reunir 200 convidados (o mesmo número de vítimas do acidente) em clima de festa, com menos de 1 mês do acontecido, é muito pior.

Apesar de ter uma estratégia de marketing agressiva, que inclui tapete vermelho estendido aos passageiros no embarque e desembarque, sala vip nos aeroportos mais movimentados do país, distribuição de balas e outros mimos ao longo dos vôos, a TAM não conseguiu consolidar sua marca ao longo da última década e o grau de admiração por parte dos consumidores tem oscilado.

Mesmo sendo a maior empresa aérea do Brasil, a adoção de estratégias de marketing como esta não faz mais que arranhar a imagem da marca. Pelo visto, Rolim Amaro levou consigo a fórmula para o sucesso da empresa.

Por Rafael Amaral às 13:32
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17/06/2007



Na última sexta-feira rolou o show do lual MTV Nando Reis e Os Infernais no Campinas Hall (Campinas/SP). Showzão, sem críticas quanto a qualidade, apesar dos atrasos que já são senso comum em quase qualquer show.

O estranho foi que, logo na entrada da casa, tinha um painel de mais ou menos 2 metros por 4 metros dos bombons Serenata de Amor, e duas promoters distribuindo amostras.

Fiquei até as 0h40, horário que o show teve início, pensando na ligação do bombom com o evento. Dia dos namorados? Não, não, esse tinha sido no início da semana. Energia pra galera agüentar as 2h40 de espera? Improvável. Seria então alguma coisa entre serenatas de amor e as canções do Nando? Tá, a energia das músicas é bem positiva, mas comparar com serenatas de amor? Não sei, um pouco forçado demais.

Por via das dúvidas, devorei os bombons!

Alguém arrisca um palpite?

Por Rafael Amaral às 00:53
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