28/09/2007


Das cáries? Não, não. Aquele comercial da Colgate outra vez não, obrigado.

Não que eu apóie a proliferação das cáries, é que aqui a questão é salvar o mundo do desperdício. O Ponto Publicitário publicou uma mídia alternativa que o MINAE (Ministério da Energia da Costa Rica) criou para conscientizar a importância da reciclagem de papel.

A reciclagem do papel é tão importante quanto sua fabricação. A matéria prima para a fabricação do papel já está escassa, mesmo com as políticas de reflorestamento e umamaior conscientização da sociedade em geral.

Além da admirável iniciativa, o leque verde me chamou atenção por me recordar o anúncio do Toyota Prado 4×4, totalmente impresso em folha de bananeira, que levou o bronze na categoria Innovative Media do Clio Awards deste ano.

Como a bananeira só dá fruto uma vez ao ano, o aproveitamento das folhas, que anteriormente eram jogadas fora, é uma ótima alternativa ao desperdício. Com soluções simples e pequenas parcelas de colaboração de todos, é possível fazer a diferença na luta contra a destruição do planeta.

Por Rafael Amaral às 00:47
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27/09/2007



Slogan chicletão é uma coisa incrível. Por mais que você lute, é praticamente impossível parar de cantar. Não importa se você está em casa, no trabalho, na balada ou no banheiro. Aquele slogan grudento sempre vem à cabeça.

O que não sai da minha boca nos últimos dias é um já velhinho. Que na verdade não é slogan, e sim uma vinheta (corrijam-me se estiver errado) da Brastemp. O famoso "Pu-rurum-pa" dos comerciais.

É falar uma vez e pronto. Passo o resto do dia a cantar "Pu-rurum-pa" nas mais estranhas situações.

E sobre slogans chicletões, não podia deixar de comentar a nova campanha do Banco Itaú. No maior estilo "Vem pra Caixa você também" o banco que antes reforçava que era "Feito para você" resolveu agora martelar nas nossas cabeças o refrão "Vem! Vem! Abre uma conta no Itaú!". E olha que tem mais gente que não pára de cantar.
Se a Caixa fala "Vem pra Caixa você também", o Itaú "Vem! Vem! Abre uma conta no Itaú!", o Banco Real "Vem com a gente", e o Sílvio Santos "Vem pra cá, vem pra cá", pra onde vamos?

Por Rafael Amaral às 01:38
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26/09/2007




- É chupada!
- Não, não. É só referência.
- Pô! É plágio descarado!
- Deixa disso, é só fonte de inspiração.

Discussões sobre o que é cópia e o que é referência no mundo publicitário sempre existiram e sempre vão existir. Com a apropriação da cultura e das artes, o limite entre o que é plágio e o que é referência varia de indivíduo para indivíduo.

O Carlos Merigo, do Brainstorm#9, levantou novamente a questão do excesso de referência fazendo uma ligação entre o novo comercial do café três corações e o clipe da banda Blur.

Visto que obras derivadas são fruto de admiração e reconhecimento da obra primária, não acredito que sejam resultado da falta de criatividade. O que me parece é que tem muito mais ego em jogo do que preocupação com o material em si.

Mas como essa discussão parece não ter fim, e em cada situação provavelmente aparecerão argumentos sólidos em ambos os lados, que tal observar o lado bom das referências?

Ao se valer de imagens, obras de arte, filmes ou videoclipes, a publicidade consegue uma rápida identificação devido a relevância da referência e ao mesmo tempo uma associação da marca com a imagem. Principalmente nos casos em que o vínculo é tão forte que, ao ver a obra original, rapidamente lembra-se da peça publicitária.

A capa do disco Abbey Road, dos Beatles, é um ótimo exemplo. Vale a pena conferir esta coletânea de peças, sugerida pelo Javier Medina, o qual foi referência para esse post. Ou seria cópia?

Por Rafael Amaral às 08:58
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25/09/2007




Oliviero Toscani é sinônimo de polêmica. Desde a década de 90, quando fez os anúncios para a Benetton, Oliviero Toscani carrega seus trabalhos fotográficos com doses cavalares de controvérsia.

No seu mais recente trabalho, Oliviero Toscani convidou a modelo francesa Isabelle Caro, que pesa apenas 31 kilos, que há anos sofre de anorexia, para protagonizar a campanha da grife Nolita.

Independente de todo o atrito entre Toscani e o universo publicitário, é de se admirar a maestria de seus trabalhos quando a intenção é chocar.

Um aplauso para mais uma manifestação de atitude, de quem já escancarou a AIDS, o racismo, a guerra e a religião. E que não pare por aí.

Por Rafael Amaral às 00:46
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24/09/2007




Você já foi a alguma lanchonete nova, ou a uma rede de fast food famosa, e se decepcionou com o pedido? Não por causa do sabor, mas pelo fato do lanche que você viu no cardápio ter uma aparência totalmente diferente do que o que te serviram?

É, dificilmente você vai encontrar um lanche igual aos apresentados nos anúncios. Isso porque, como explica o site Don't Buy It, os alimentos fotografados são incomíveis. Toda uma série de artimanhas, que vai desde alfinetes até carnes com o interior cru, é aplicada para dar aquele ar de frescor irresistível.

O blog Entropia lembrou um site que mostra a realidade entre o que você compra, e o que você come. A diferença é gritante e deve deixar muita gente indignada na hora de comprar seu "Mc", "Burger" ou "Sub" alguma coisa.

Ainda no blog Entropia, o João Carlos questionou se a solução seria apresentar os verdadeiros lanches nas peças publicitárias. Eu fiz uma rápida adaptação e definititvamente fico com os lanches "forjados" dos anúncios atuais.

É melhor comprar a satisfação que a imagem do lanche traz que encarar a realidade nos anúncios.

Por Rafael Amaral às 00:14
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22/09/2007



Hoje é Dia Mundial sem Carro e o comercial da Volkswagen que o Matheus comentou já fez sua parcela de colaboração. A não ser que isso seja um fetiche (é tem gente que gosta), dificilmente este comercial vai te dar vontade de correr pra uma concessionária e comprar um VW.


Definitivamente, assassinaram o bom gosto. E não foi de forma rápida, sequestraram, torturaram, esfolaram e deixaram-no a esperar a morte.

Não sei se é por conta do nojo, mas ainda não consegui encontrar a mensagem que o comercial tenta passar. Será que é algo do tipo "Por nós, você come até merda", ou melhor "Com Volkswagen, tudo fica bom. Até merda".

O impressionante é que a mesma agência já fez ótimos trabalhos para a Volkswagen.

Se a marca diz, em terras tupiniquins, que é perfeita para a sua vida, é bom pensar seriamente o que você anda fazendo da vida antes de comprar um VW.

Por Rafael Amaral às 02:33
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21/09/2007



Todo mundo já conhece a lei "Cidade Cinza" (Cidade Limpa) que o Kassab aprovou na capital paulista. A lei proíbe qualquer propaganda em mídia externa na cidade de São Paulo e agora deu pra regular os anúncios em mobiliário urbano.

Daí que na capa da Folha de hoje, aparece uma intervenção urbana no túnel Ayrton Senna, citada pelo amigo Gabriel, para divulgar o Dia Mundial sem Carro.




Opa. Então quer dizer que arte pode? Se eu pagar para o cara grafitar a minha marca em algum lugar não tem problema nenhum, afinal, é arte?

É. Essa discussão vai longe. Enquanto isso, vamos fazendo um grafite com um logo disfarçado aqui, um lambe-lambe divulgando uma ação online alí, uma tag da marca lá...

Por Rafael Amaral às 16:15
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O viral da semana foi o video do tal Bruno Divetta. Suposto publicitário que lançou um video-portifólio-apresentação no YouTube e que até agora não se sabe ao certo se é um viral muito bem sacado ou uma tentativa de ganhar uns 5 minutos de fama.

O Carlos Merigo levantou a bola e mostrou alguns detalhes da ação (será que dá pra chamar disso?) que até o momento já teve mais de 12.000 views no YoutTube e do seu perfil no orkut, criado em 2004, que está recheado de comentários.

O xará Rafael Ziggy acha que o vídeo não passa de uma tática de auto-promoção que, apesar das gozações, pode ter um retorno interessante ou até alguma proposta de emprego.

E o Yassuda aposta que Bruno Divetta é apenas um mero principiante no bizonho e competitivo mundo empresarial.

Eu ainda não posso afirmar se é um viral ou só mais um fruto da competitividade do mercado publicitário, mas uma coisa me ficou clara: a onda pegou.

Vários blogs comentaram a ação (porque é que eu insisto em chamar de ação?), o perfil dele no orkut recebeu mais de 1.600 scraps e o número de views do vídeo está crescendo exponencialmente.

Se for um viral, o sucesso é garantido. Se for auto-promoção, também. Com tamanho potencial viral é bem provável que alguma marca se interesse em se mascarar em uma continuação do vídeo caso não tenha nenhuma por trás ainda.

De qualquer forma, grave bem o nome dele. Você ainda vai ouvir falar muito. Seja para o bem, seja para o mal.

Por Rafael Amaral às 09:35
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20/09/2007



Já falei sobre admiração que tenho pela People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) em um outro post e hoje venho opinar sobre a sua mais nova campanha, que novamente criou polêmica entre os que aprovam e os que desaprovam a abordagem que a PETA emprega em suas peças.

Dessa vez, quem protagoniza a campanha é a estrela de Hollywood Alicia Silverstone. A moça que interpretou Heather Jasper Howe no filme Scooby-Doo 2 Monsters Unleashed, aparece sem roupa alguma dizendo: Eu sou Alicia Silverstone e sou vegetariana.

Até concordo com o comentário da Cíntia del Rio (será que é parente deste Del Rio?) quanto a exploração dos nus femininos nas propagandas. Hoje em dia associam qualquer produto com mulher pelada. E olha que eu até já palpitei que um dia isso vai acabar.

Mas há de se considerar a filosofia da ONG de que "Os animais não devem ser comidos, suas peles não devem ser vestidas, não devem ser submetidos a experiências ou servir de entretenimento". O nu, muitas vezes utilizado nas campanhas da ONG, é totalmente pertinente à mensagem. O que se exalta não é o erotismo e sim a metáfora com a pele dos animais.

Ao contrário do pessoal do Bicho de Goiaba, considero a campanha muito válida. Uma atriz de imagem pública forte, com valores em comum com a ONG (Alicia Silverstone é vegetariana há 11 anos), ajuda muito na conscientização que a PETA busca causar.

Quem quiser, pode ainda conferir um recadinho da Alicia no minisite da PETA.

Por Rafael Amaral às 14:24
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Anúncio para preservativo é fácil achar. Vá a alguma faculdade que tenha o curso de publicidade e há grandes chances de você encontrar uma idéia para um anúncio de camisinhas no portifólio de algum estudante. Geralmente um trocadilho. Alguns muito bons por sinal.

Ah, então fazer anúncio para camisinha é fácil? Talvez sim. Agora fazer anúncio bom para preservativos exige tanto trabalho quanto qualquer outro produto. Talvez até mais por ter que fugir dos trocadilhos e dos milhares de idéias já concebidas para este segmento.

Daí que fuçando o CCSP eu encontro este comercial da Olla que, diga-se de passagem, vem desenvolvendo um ótimo trabalho.


Uma idéia bacana, mas que sugere o produto que está sendo vendido logo na cena inicial. Ao contrário deste comercial da Durex, que desenrola um suspense do começo ao fim, finalizando com um texto que te faz entender toda a peça.

Por Rafael Amaral às 01:50
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19/09/2007



No próximo dia 22, abandone seu carro. essa é a proposta do Dia Mundial Sem Carro, uma mobilização que visa despertar a população para a importância do combate à poluição do ar, à emissão de gases e ao efeito estufa.

Para divulgar o dia, a Lew'Lara criou um comercial com "o cara do carro amarelo". E se você não é paulistano, provavelmente está se perguntando: Que cara é esse?


Eu também não conhecia a figura, mas o fato é que ele é um personagem que já virou lenda na capital paulista. Ele sai com seu Farus amarelo, coloca um de seus ternos criados por sua esposa, e vai para algum cruzamento movimentado da cidade para apreciar o movimento.

Usar personagens conhecidíssimos na cena urbana na comunicação é uma alternativa genial. Muita gente conhece, muita gente simpatiza.

Por aqui, temos o Arruia. Mas acho que não daria certo como deu o cara do carro amarelo...

Por Rafael Amaral às 17:31
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Eu não sou exatamente um fã de máquinas automotivas, mas vamos falar um pouco sobre carros.

Analisando superficialmente, um carro é apenas um carro. Por mais que você enumere as qualidades e as vantagens de determinado modelo, uma coisa é fato: todas as marcas cumprem a necessidade básica da categoria. Claro, se não cumprissem não estariam no mercado.

E mesmo que um modelo tenha uma performance um pouco superior à outro em algum quesito, nenhuma marca está muito avançada tecnologicamente em relação as demais a ponto de tonar-se líder absoluto de mercado. A solução? Ao invés de vender o produto em si, vende-se o lifestyle.

Confira alguns slogans:

FIAT: Movidos pela Paixão

FORD: Viva a Diferença

Volkswagem: Perfeito para Sua Vida

Chevrolet: Conte Comigo

Mercedes-Benz: Unlike Any Other (Como nenhum outro)

Honda: The Power of Dreams (O Poder dos Sonhos)

BMW: Puro Prazer de Dirigir

Peugeot: Dirija esse Prazer

Jeep: O Original

Hyundai: Faça seu Caminho

Nissan: Shift the Future (Desloque o futuro)

Kia Motors: O Poder de Surpreender

Citroën: Imaginação em Tudo

Escolha qual se encaixa melhor ao seu perfil e dirija seu slogan.

Por Rafael Amaral às 14:06

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18/09/2007



No último sábado rolou o 1º encontro de blogueiros publicitários sugerido pelo Bruno Delfino e eu, no qual conheci muita gente bacana e de papo inteligente.

Aí você fala: E o que que eu tenho a ver com isso?

E eu respondo: Tem é que conferir o blog dessa galera que tem conteúdo de primeira. Segue a lista dos presentes:

Alessandro Ribeiro - O bolacheiro e Casa do Galo
Bruno Delfino - By the way
Gabriel Jacob - ADivertido
Guilherme Cury - Rough
Jonathan Benarrós - Ad Me
Luciana FraZão - Marketrix
Luiz Yassuda - Estalo e Blog do Yassuda
Marcos Cagniano - Divagações e Idéias e Casa do Galo
Marcus Negrão - Midiático
Nasson Nogueira - Rough
Patrícia Furlan - Rough
Tay Santos - Blog da Rua

Ah, o Ian Black chegou no finalzinho também.

Por Rafael Amaral às 23:19

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Tá. O trocadilho com o título do blog do André Rosa foi fraco mas vamos lá.

Fui indicado pelo Bruno do Direto do Forno e o Gabriel do ADivertido para dois novos memes.

No primeiro, tenho que indicar os meus feeds favoritos. O que é uma tarefa árdua sendo que leio com paixão mais de uma centena deles.

Alguns dos preferidos são o Update Or Die, o Aletp, o 30", o Cool Hunter e o MaWácomW.

Já o segundo é uma 2ª divisão do Super Trunfo criado pelo blog Treta.

Mas, como o próprio nome deste blog já diz, não acho que caiba a mim a responsabilidade de rotular outro blog amigo. Sendo assim, indico o Adivertido ao meme dos feeds e o Direto do Forno ao meme do Super Trunfo, com direito a criar a própria carta.

Por Rafael Amaral às 23:10
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Hoje eu quero tratar um assunto que já foi citado pelo nosso amigo galináceo aqui, mas que merece ser abordado novamente por se tratar de uma iniciativa louvável.

Como o Galo já falou, a Anistia Internacional nasceu em maio de 1961 após dois estudantes portugueses terem sido presos por terem gritado “Viva a Liberdade!” em via pública. Hoje a associação conta com mais de 1.8 milhões de membros de mais de 150 países do mundo inteiro.

Como toda associação sem fins lucrativos, enfrenta muitas dificuldades na batalha – independente de interesses governamentais – em proteção aos direitos humanos e, ainda assim, consegue fazer muito barulho.

E é esse o tema dessa coluna. O projeto Make Some Noise, da Anistia Internacional, mistura música, celebração e ações para defender a liberdade, justiça e igualdade onde tais valores são negados.

Yoko Ono cedeu os direitos do disco solo de John Lennon e da música Imagine – imagine quanto dinheiro foi “cedido” – para que as obras fossem interpretadas por outros grandes artistas que vão desde Aerosmith, U2, A-Ha, The Cure, Duran Duran e R.E.M até Avril Lavigne, Snow Patrol, Green Day, Jack Johnson e Black Eyed Peas.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda das faixas, merchandising e conteúdo para celular (olha um bom exemplo de utilização de Mobile Marketing) é revertido para o fundo da Anistia Internacional.

No fim das contas, todo mundo sai ganhando. Os artistas que andavam “apagados” conseguem dar um brilho na imagem. Os que já estavam fervilhando na mídia ganham o rótulo de humanitários. A Anistia Internacional ganha maior reconhecimento e, consequentemente, maiores investimentos e associações. Cresce o número de pessoas carentes de ajuda atendidas pela Anistia.

Quer dizer, nem todo mundo sai ganhando. A DDB húngara deu um jeito de “cutucar” o presidente americano George W. Bush, o norte-coreano Kim Jong-il e o zimbabueano Robert Mugabe.


Acesse o site oficial para maiores informações.

Por Rafael Amaral às 11:54
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17/09/2007



Sexo é bom. Perfume também. Deve ser assim que se justificam muitas campanhas para perfumes mundo afora. É fácil resgatar na memória qualquer campanha de perfume que sugira alguma situação sensual ou de flerte romântico, principalmente as das grandes marcas.

Um toque sexy aqui ou ali é até bacana. Algumas marcas criaram certa atmosfera ao redor de seus produtos que permite a utilização do erotismo sem exploração. O que não anda acontecendo ultimamente.

O rapper Puff Daddy teve um comercial recusado pela MTV americana para o perfume feminino Unforgivable por conter imagens sensuais demais. Recusando-se a editar o filme, liberou na sua página do Youtube.


Imagens sensuais demais? Se isso é demais, o que dizer destas peças para o perfume "Tom Ford for Men" que o Marcus Negrão postou?


As campanhas para perfumes famosos estão ficando cada vez mais apelativas que a idéia do perfume Vulva (isso mesmo, você não leu errado) já não me parece tão absurda.

Por Rafael Amaral às 11:44
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14/09/2007



Recebi por e-mail mais um vídeo dos caras que querem comprar uma ferrari e acho que a discussão entre ele ser um viral proposital, ou não, está prestes a acabar.


O palpite do Rafa, do Sim Viral, estava quase certo. Descobri o blog dos caras e minhas conclusões foram:

1 - Se o GT3 está por trás da ação e o objetivo é divulgar o campeonato ou alguma marca, falharam. O primeiro video conseguiu pouco mais de 2.000 views.

2 - Se não tem marca nenhuma por trás e os caras tentaram fazer um barulho na internet para terem a chance de pilotar uma ferrari, talvez consigam. Vai que alguma alma caridosa simpatiza com eles, né?

Uma coisa é fato: a idéia não colou. Na busca do "mais novo viral sensação da internet" ou de alguns minutos de fama, muitas idéias ficam pelo chão.

Por Rafael Amaral às 11:51
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13/09/2007



O hype passou, mas este post resolveu correr atrás. Na semana passada, a ação que ganhou destaque na maioria dos blogs publicitários foi o vídeo nonsense do chocolate Dairy Milk, da Cadbury.

O Felipe Senise, do Estalo, publicou um ponto de vista bastante interessante sobre a repercussão que o filme teve, ressaltando a importância desenfreada que as campanhas atuais dão ao buzz gerado, ao invés do conteúdo e dos motivos que levam as pessoas a aumentar os laços com a marca.

Ainda na mesma semana, o Media Post publicou um estudo da Jupiter Research que afirma que apenas 15% das campanhas virais no ano passado alcançaram a meta de mobilizar os consumidores a espalhar a mensagem do anunciante. Em parte, isso justifica a preocupação com o buzz.


Quanto ao video do gorila, eu gostei. Mesmo não sendo tão original, me rendeu um sorriso e conquistou minha atenção e meu interesse em compartilhá-lo com vocês.

É miopia dizer que o filme não tem ligação alguma com o produto. O chocolate proporciona momentos de alegria, o filme do gorila também o faz. Ao invés de bater na tecla "nosso chocolate te deixa feliz", encontraram uma maneira visual para mostrar o principal valor da marca.

O marketing de entretenimento parece ser uma ótima alternativa ao tradicional 30". Em vez de descarregar toneladas de informação do seu produto, entretenha o consumidor. Funciona.

Só não dá para apostar apenas no entretenimento, senão cai no tipo de propaganda "piadinha+logo", muito utilizado na televisão. Não funciona na tv, nem na internet. As pessoas lembram a piadinha e esquecem a marca.

Por Rafael Amaral às 09:39
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12/09/2007




No intervalo do Programa do Jô de ontem, resolvi dar uma zapeada para me distrair.

Entre um anúncio do polishop e outro, me deparei com um comercial que me fez pensar: Como diabos essa propaganda ainda está no ar?

Vou dar uma dica, tem algo a ver com o Pedrinho:


Desde o início da campanha, só ouvi comentários negativos sobre a necessidade inexplicável do menino usar o banheiro do tal Pedrinho. Isso sem contar o "momento Kodak" e o abraço do menino na mãe logo após usar o vaso do amigo.

Mas a propaganda ainda estar no ar não foi o motivo maior do meu espanto. Afinal, devem ter investido tanto na veiculação que talvez não fosse vantajoso retirar o filme depois que a cagada estava feita. E olha que de cocô eles entendem.

O espanto foi devido ao comercial do Bom Ar que veio logo em seguida e que, ao contrário dos meus anseios, não aproveitou a deixa da "Casa do Pedrinho" para satirizar a concorrência e alavancar com humor as vendas do odorizador:

Não é porque o produto é um odorizador/purificador que a comunicação tem que cheirar mal.

Por Rafael Amaral às 09:18
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11/09/2007



Estava garimpando as colunas da Casa do Galo e me deparei com este artigo do Marcos Cangiano em que ele diz que o tradicional filme de 30 segundos é chato por natureza e cabe a nós, publicitários, torná-lo interessante.

Disso não tenho dúvida. Recordo a época em que eu ainda não tinha esta paixão pela propaganda (muito menos o controle remoto em mãos) e achava os anúncios da televisão extremamente chatos. Com exceção das vezes em que conseguiam arrancar um sorrisinho meu, costumava ficar angustiado enquanto meu programa favorito não voltava e eu era obrigado a assistir a aqueles diálogos entre as mulheres sobre qual lava roupas lavava mais branco e entre os homens sobre qual carro tinha o melhor motor.

Mas isso não vem ao caso. O que o artigo do Marcos me fez pensar é há quanto tempo não se assiste um intervalo comercial do começo ao fim. Se você está por dentro da indústria da comunicação, já está cansado de ouvir e ler sobre a saturação dos intervalos publicitários.

Se assistimos uma vez e achamos chato, na próxima já trocamos de canal. É simples, rápido e indolor. Mas e quando não entendemos bulhufas do que se quer dizer no anúncio, a coisa fica um pouco mais complicada.

Se ponha no lugar da Dona Maria. Dona de casa, mãe de 23 filhos e que tem como única distração assistir a novela das oito.

Daí que entre uma intriga e uns amassos entre o galã e a top model vem o intervalo comercial. Não demora muito e aquele shampoo famoso mostra em apenas 30 segundos que lançou uma nova linha com trio colágeno, elastina e vitamina A que servem para nutrir o bulbo capilar.

Logo em seguida, aquele iogurte tenta seduzi-la dizendo que só ele tem o probiótico bacilo DanRegularis que consegue sobreviver à passagem pelo trato gastrointestinal.

Fechando a rodada, entra aquele leite fermentado famosíssimo que sempre se gabou por conter Lactobacillus casei Shirota:



Pior que achar chato é não entender o porquê é chato.

Por Rafael Amaral às 13:30
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10/09/2007



A criação de personagens para garoto-propaganda é um recurso simples e barato, mas que tem grandes chances de dar certo.

Basta lembrar da menininha do iogurte Vigor, da década de 70, ou do Coronel Boris Tuchencko, que apesar dos comerciais sem sal, fez grande sucesso com seu Skavurzka recentemente.

Alguns personagens conseguem criar uma empatia tão grande com o público que tornam-se ícones da marca e ficam na memória do consumidor por anos. O casal Unibanco, por exemplo, foi criado em 1992 por Washington Olivetto e Gabriel Zellmeister e prolongou-se até 2005, quando o Unibanco entregou sua conta para a F/Nazca S&S.

Ao contrário do que o amigo Caio Costa disse, não acho que "requentar" alguns personagens marcantes seja sinal de falta de capacidade em inovar. Se o personagem conquistou a simpatia do povo na época, e sua atmosfera é atemporal, não vejo problema algum em modernizá-lo e adequá-lo a uma nova campanha. A Parmalat reutilizou os mamíferos recentemente e, mesmo não tendo o impacto causado pelos bebês da época, a campanha mostra a capacidade de se enxergar novos caminhos para campanhas anteriores que atingiram o sucesso.

Outros dois ícones que voltaram fàs telinhas foram Carlos Moreno, da Bombril, e o Baixinho da Kaiser. Uma mostra de que a força de um personagem pode muito bem ser reaproveitada e atualizada.

Por Rafael Amaral às 09:52
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06/09/2007



Com a Ralph Lauren esbanjando interatividade, a Chanel resolveu aderir aos painéis digitais nos pontos de venda.

Na sua loja parisiense, foi instalada uma "janela interativa" para atrair a atenção dos transeuntes:



Mesmo sendo apenas uma experiência para entreter o público, sem nenhuma funcionalidade visando à compra de produtos Chanel, acho válida a atitude. Ainda são poucas as marcas que tem peito (e dinheiro) para investir em alternativas tecnológicas para as vitrines. Lá no exterior, a Adobe já fez um painel parecido.

Por aqui, já se vê um toque digital nas vitrines de grandes redes de lojas. Alguma projeção aqui ou uma tela com animação ali. Com o tempo, certamente a onda tecnológica e interativa invadirá as vitrines brasileiras.

Por Rafael Amaral às 09:11
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05/09/2007



Aquecimento global é pauta diária no Greenpeace. Muitas ações e campanhas já foram desenvolvidas para alertar a população sobre o catastrófico fenômeno.

O fotógrafo Spencer Tunick, famoso por suas fotos de nu coletivo, se associou ao Greenpeace para chamar a atenção para o degelo dos glaciares suíços. Nas proximidades do Glaciar Aletsch, patrimônio mundial da Unesco na Suíça, cerca de 600 voluntários posaram para as lentes do fotógrafo norte-americano.


As fotos, que usam o glaciar para mostrar a vulnerabilidade do ser humano, farão parte da nova campanha do Greenpeace na Suíça e, posteriormente, no mundo inteiro.



A cena em si já é impactante, basta lembrar dos 1.100 brasileiros que posaram no Ibiapuera em 2002. Resta saber como será adequada à campanha.

Por Rafael Amaral às 09:00
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04/09/2007



Há mais de uma semana, fui indicado para mais um meme pelos amigos do Direto do Forno e do Marketrix.

O meme, que começou com o Ian Black, é na verdade o Campeonato Garnier Fructis Anticaspa. Um jogo estilo Super Trunfo no qual os participantes comparam atributos para tentar levar 3 Xbox 360 no final da disputa.

Dando sequência, o meu desafio vai para:

DelRio, do Ponto Publicitário;
Jaime, do Uau;
Leonardo, do Propaganda, prosa e poesia;
Duda, do Portifólio Publicitário;
Alessandro, do Round One.Fight.;

E como manda o meme, vai aí um gol bonito de futebol:

Por Rafael Amaral às 23:30
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Uma vez me perguntaram a primeira coisa que vinha à minha cabeça quando se falava em mulheres e publicidade. Como a maioria deve imaginar, a resposta foi: mulher e publicidade, ou seja, cerveja! Se você pensou diferente, e associou mulheres e publicidade a outra coisa, garanto que faz parte da minoria. Ou não gosta de cerveja, ou de mulher.

Mas é claro que as mulheres não estão fadadas apenas aos anúncios de cerveja. Já vi bunda de mulher até em anúncio de mangueira de água, aquelas no estilo “Flat Hose”. E olha que não tinha nenhum trocadilho do tipo “Pra pegar uma bunda como essa, só com a nossa mangueira”.

Propaganda para carros também não fica atrás. É fácil encontrar um cara meia-boca com um carro cheio de mulher no banco de passageiros, indo em direção ao mar ou atravessando montanhas. E olha que não fica só nos comerciais de estilo aventureiro ou para os modelos “todo-o-terreno”, até em carrinho 1.0 que não sobe ladeira nem com macumba, tem um mané com um mulherão do lado. Talvez a mensagem seja algo do tipo: “Meu filho, pra até você comer alguém, só com esse carro”.

Na outra mão, as propagandas de carro feitas para mulheres são tão evidentes que o acabamento, motor e desempenho parecem não ter a menor importância caso o modelo tenha espaço suficiente para acomodar os filhos na volta da escola ou as compras do supermercado.

E quando você liga a televisão e dá de cara com as musas das cervejarias? Antes do baixinho, parecia até que a Boa era beber uma latinha de cerveja e, num passe de mágica, ter uma vida sexual mais ativa.

Isso sem lembrar das antigas propagandas daquele desodorante fedido que prometia que as mulheres avançavam. Bastava uma borrifada para que todas as mulheres ao seu redor perdessem o controle sobre a libido. E olha que tem marca grande que usa o mesmo artifício ainda. Com uma comunicação bastante criativa e simpática, convenhamos, mas ainda assim a mesma idéia.

É raro encontrar propagandas que apresentam mulheres sendo favorecidas com o uso de produtos que não sejam fornos, sabões em pó, máquinas de lavar ou geladeiras. Até nas propagandas de lingerie o produto serve para agradar os homens. Mulher encalhada é mulher que não comprou a calcinha certa.

Propaganda pra mulher, que mostra a praticidade do produto, só a de absorvente íntimo.

Coluna de hoje na Casa do Galo.

Por Rafael Amaral às 09:03

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03/09/2007



Depois de anunciada a volta dos mamíferos da Parmalat, a Luciana, do Marketrix, deu a dica do filme que já está disponível no Youtube para quem não conseguiu assistir na televisão.


A própria Luciana ressaltou que
"o primeiro (comercial) foi um grande marco e o segundo tem de tudo para ser uma continuação muito bem sucedida. Resta saber se a Parmalat conseguirá “limpar” seu nome com tanta fofura"

Como eu já disse, é inegável que a estratégia usada na primeira campanha foi sensacional e a continuação adotada foi uma sacada genial para divulgar o crescimento da linha de produtos.

Só não acredito que "limpar o nome" da Parmalat seja um problema. Afinal, todo o escândalo em que a marca esteve envolvida não reflete a qualidade dos seus produtos.

Quem tomava leite Parmalat antes e gostava, não deixou de tomar por conta do caso Parmalat. A exemplo do elefante, que mesmo após 15 anos, ainda é fã de Parmalat.

Por Rafael Amaral às 11:46
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Comprar roupas para outra pessoa é sempre complicado. O risco da cor, do modelo ou do corte não agradar é grande e, muitas vezes, você tem que torcer para o tamanho escolhido ser o certo.

Vi no blog do Sérgio Viriato que a rede de lojas Celio, especializada em roupas masculinas, fez uma ação no ponto de venda que se tornou um verdadeiro case de marketing na França e amenizou os problemas de se comprar roupas para outros.

Para ajudar as mulheres (50% da clientela da loja), foram criados os "Shoppen Boys". Homens de diferentes portes físicos circulavam pelas lojas e as mulheres que estavam comprando podiam pedir para que eles experimentassem as roupas escolhidas para ver como ficariam no corpo.

A ação teve uma repercussão imensa, gerando mídia espontânea em diversos meios televisivos e jornalísticos, o que incentivou uma extensão da campanha, através da criação de um site para a escolha dos Shoppen Boys da próxima estação.



E aí, mulheres? Gostariam de ver uma ação dessa por aqui?

Por Rafael Amaral às 08:44
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